quarta-feira, 13 de maio de 2015

As coincidências e Sincronicidades da minha vida!


As coincidências e Sincronicidades da minha vida! 
 
Para que as Coincidências começassem a dar certo na minha vida, foi preciso que meu "pai" João Palmas, mudasse nosso nome, de Sérgio e Celso, para Renato e Cincinato Palmas, e aproveitando o embalo mudou o de minha mãe, acrescentando MARIA ao aPOLÔNIA de Morais. 
Fê-lo pois pretendia nos separar de nossa mãe sem que ela soubesse. 
 
E aos 8 anos de idade, saimos sozinhos do Rio de Janeiro, sob a responsabilidade do desconhecido motorista do ônibus para Rio Negro no Paraná, lá outro desconhecido motorista nos levou até a casa de nossa tia. 
Nasci no Antigo Estado da Guanabara, mais conhecido como Baía da Guanabara, no bairro de Copacabana, (na verdade nascemos num hospital quase sempre em outro bairro, mas sempre negamos esse fato) na Ladeira dos Tabajaras, Morro dos Cabritos. 
Chamo atenção para a coincidência de tantos nomes indigenas indicarem minha provavel vinda para a região Norte! 
Vejamos: Copacabana,nome indigena; Tabajaras, idem; Rio Negro, PARAná. 
De Rio Negro fomos estudar em Santa Catarina, no Alto PARAguaçu, município de ITAiópolis. 
Reafirmando as Coincidências ou Sincronicidades faço minha as palavras da enciclopédia ambulante, o cambojano Dr. Egeu Laus, cujo pai se acreditasse em coincidência, batizaria-o de oMar Egeu! 
"Só pra situar: Alto Paraguaçu fica no município de Itaiópolis, norte de Santa Catarina, na divisa com o Paraná. Itaiópolis antes das demarcações nos primeiros anos do século ficava no estado do Paraná. Passou depois a fazer parte do Município de Mafra, antes de se tornar independente". 
Mesmo indo para Santa Catarina, ainda estava no PARAná! 
Esta fase ocorreu entre 1960 e 1965 quando voltei novamente para o Rio de Janeiro, ficando até 1983, vindo parar no PARÁ! 
No Pará fui para um lugarejo chamado ITAporanga, municipio de Vigia, três anos depois fui morar em Arapiranga, bairro de Vigia, e dai vim para Cidade Nova, municipio de Anannindeua. 
As Coincidências forçadas! 
Meu irmão apesar de participar de 50% delas, diz que minhas coincidências são forçadas por mim, eu não mudo minhas convicções, mas coloco este texto aqui no Over apenas como entretenimento curioso. 
Na verdade minhas coincidências são maiores, quando entro na parte Capoeira. 
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Começarei a História desde o Inicio: 
No final da Rua Siqueira Campos, morava uma bondosa velhinha de nome MARIA das Graças, de cuja varanda via uma das subidas do nosso moro, e o imenso sacrificio de minha mãe, com 2 filhos nos braços ( nosso "pai" nos abandonou com 3 meses) e as compras, escalar diariamente aquela ingreme subida. 
Penalisada passou a esperar na varanda, e quando via minha mãe, chamava, nos recebia na sua casa, dava dinheiro pra nós, e comida pra mãe fazer, e assim foi por anos a fio. Na vinda para o Pará, (25 anos depois) fomos nos despedir, ela ja velhinha nos recebeu em casa. Levei um susto, eram dezenas de kilos de comida em cima e embaixo da cama, geladeira entupida. 
Fiquei com pena da empregada, vendo tanta comida se estragando. Da varanda de sua casa, vendo por anos a fio, tanta miséria escalando com magras pernas a esperança de outro dia melhor, ( no morro todas as noites são ruins) temeu a fome, tornou-se paranóia. 

Pulo para o Alto PARÁguaçu, não sem antes explicar que: 
Li em Machado de Assis que a india PARÁ (Rio) Guaçu (grande) viu o português CARÁ (peixe) Muru (gosmento, por causa da roupa de couro molhada parecendo barro, Guaçu (grande) saindo do rio, saiu gritando: Caramuru Guaçu! 
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Estes textos aí embaixo fazem parte apenas de raspão das Coincidências! 

Adeus Escola meu mano, Berimbau tá me chamando! 

Minhas lembranças são parcas dos locais mais tétricos, sendo maiores e melhores nos outros. Começa na creche ao lado da Igreja de Copacabana, com cama exclusiva, banhos de luz, comida boa e pic-nics. De impressionante foi a queda de uma criança, cuja fronte bateu na quina da calçada, abrindo uma janela de 3cmx5cm, que faria inveja a Lobsang Rampa, deixando-nos ver oque seria o miolo, branco com listras pretas. 
Aí vem o endurecimento e amadurecimento rápido, nos quatro meses e meio no SAM e a outra"Escola"! 

O SAM 
Antes de viajar para o Paraná, com uns 8 anos de idade, viviamos "presos" em casa, já que a mãe trabalhava e não podia deixar-nos na rua ao nosso bel-prazer. Era ela sair pela porta, nós voavamos pela janela, e ai era rá-ré-ri-ró-rua, o dia todo, sempre de olho na pista, pra ver se não vinha o carro da RP, radio Patrulha. Era só avista-lo, e mergulhar em desabalada carreira, por quaisquer dos caminhos que saem da rua em meio aos barracos. 
Verdadeiros labirintos, quem entrar correndo num, sem saber aonde esta indo, pode terminar no cemitério. Naquele tempo a Polícia não subia o morro pra fazer reféns, e oque o bandido mais temia não era a Policia, mas sim a fama. 
Bandido famoso não durava muito. 
Dia vai, dia vem, eis que uma pipa, pandorga, papagaio, rabiola ou que outro nome tenha, papéis voadores controlados por uma linha, nos levou bem mais longe do nosso beco do que devia, e distraidos não vimos a RP chegar. 
Fomos presos, enfiados na jaula metalica, e levados para um lugar chamado SAM, que nunca soube oque significava, mas que traduzo hoje para: 
Serviço de Apavoramento de Menores
A frente do prédio me lembro era de tijolos aparentes, lembrando aquelas construções londrinas, e lá dentro um pátio de 50x50, rodeado por um dormitório para uns 20 menores, um consultório dentário apesar de não ter visto um só atendimento, nos 3 meses em que lá ficamos. 
Depois uma super lavanderia, ai um pequeno patio aonde tomavamos banho, com uma imensa cabine de avião, que caiu lá e não tiraram. Em seguida vinha um murro alto com alguns buracos para ver-mos TV, cujo unico programa era vermos presos adultos tomando banho, ou sem fazer nada. 
O muro alto findava no nosso refeitório, que era separado dos adultos por uma grade de cadeia. Assim podiamos ver nosso futuro enquanto comiamos! 
A noite, dormir antes dos outros nem pensar, assim pude ver um pouco do que foi mostrado no filme Pixote, um urinando na boca de outro que dormia.Nos 3 meses, tempo permitido, que ficamos no SAM, não me lembro de ter conversado com ninguém. 
Fomos transferido para um reformatório, com recepção gloriosa. Eu, meu irmão e um outro, fomos colocados de frente para uns 15 moleques, enquanto um tipo Português de uns 50 anos, que provavelmente tinha sido laureado com louvor no DOI-CODI, nos vocifera a regra única: 
É Proibido Urinar na Cama! 

Outra noite mal dormida, e de manhã o 1º Show. 
Fomos perfilados no mesmo corredor da recepção, e dali podiamos ver ele conferindo cama por cama, para ver se encontrava o desenho liquido de um mapa de qualquer Estado. 
De Sergipe, Espirito Santo e similares a surra era pequena, mas Amazonas e Pará, doía na nossa alma a dor do infeliz. Dormir nem pensar, noite vai, noite vem, e uma barulheira infernal de tampa de panela caindo na cozinha. 
O nazista invade o dormitório e ordena: Todo mundo pra fora! 
A mesma fila de sempre bem de frente pra cozinha, o demonio vai, abre a porta e de lá sai o morto de fome. Pego pelo orelha, o capeta abre a tampa da lixeira que ficava ao lado da porta, e obriga o infeliz a comer 2 cascas de bananas, tira o cinto e repete o martírio. 
Uma surra terrivel! 
Deus foi bom para nós, pois 2 semanas depois nossa mãe nos achou. A visita era só aos domingos, então na 1ª visita ela trouxe um bocado de frutas e biscoitos, que nos foi tomados assim que ela saiu. 
Neste local o espaço de "lazer" era menor, de 10x10, e havia num dos cantos um pé de Carambola, entupida delas, verde-amarelas, lindas,parecendo balõezinhos suspensos. Mesmo morrendo de fome, todos ficavamos torcendo para elas adquerissem a côr Laranja-Podre, e ai podermos dar 2 mordidinhas nas "melhores partes"! 
Um mês e meio depois estavamos fora deste Inferno! 

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